A saúde intestinal dos portugueses: um território por explorar

No passado dia 19 de Março, apresentámos um novo estudo desenvolvido pela Return on Ideas para o projeto SAÚDES, da Médis. É o quinto que fazemos em conjunto e, mais do que um marco, é sinal de continuidade num trabalho que se tem construído com tempo, escuta e alguma insistência em temas que nem sempre estão no centro da conversa.

Desta vez, olhámos para a saúde intestinal, um território ainda pouco explorado, mas que promete transformar a forma como pensamos a saúde. Por isso e, sobretudo, pela expressão que tem na vida de milhões de portugueses, é hoje um tema urgente: quase metade da população entre os 18 e os 65 anos vive com desconforto intestinal persistente, muitas vezes sem acompanhamento ou orientação para o gerir.

Mais do que números, o estudo revela histórias de normalização do desconforto, de percursos longos e solitários até ao diagnóstico, e uma forte ligação entre corpo, emoções e qualidade de vida. É este tipo de conhecimento, enraizado na experiência das pessoas, que acreditamos poder abrir espaço a conversas mais informadas e mais transformadoras sobre saúde.

Um agradecimento a todos os que contribuíram para este trabalho e, em particular, à Médis, por continuar a criar espaço para se pensar a saúde de forma mais ampla.

O estudo é público e pode ser consultado aqui.

Os portugueses e os seus afetos: será que nos entendemos?

Os afetos são uma vivência ampla, entre pessoas, que inclui sentimentos, emoções, disposições, gestos de cuidado, carinho ou proximidade.

É, por isso, um território subjetivo, onde a reflexão é rara, difícil e até desconfortável.
É sobre esse território que este estudo se debruça. Será que conseguimos dizer aos que nos são queridos o quanto o são?

Este estudo, promovido pela marca Mimosa, nasce da convicção de que melhorar a vida afetiva dos portugueses é um contributo para a qualidade da nossa saúde, individual e coletiva.

O estudo foi apresentado ao público pela Return On Ideas, a convite da Mimosa, no dia 21 de Novembro de 2025 e pode ser consultado online

IMIGRANTES EM PORTUGAL: Mais conhecimento, melhor inclusão, 2025

Da constatação da ausência  total  de  conhecimento  sobre  as  vidas  quotidianas  das  comunidades estrangeiras ou das suas percepções sobre a integração que os mercados de bens e serviços lhes ofereciam, nasceu este projecto “Imigrantes em Portugal – mais conhecimento, melhor inclusão”.  Nele, nesta publicação, na apresentação da semana passada no CCB, esboçamos um primeiro bilhete de identidade destes ‘eus consumidores’ – consumidores de casa, de espaço público, de saúde, de banca, de produtos e serviços do dia-a-dia.

Olhar a escala de imigração das diferentes origens geográficas, ocorrida em diferentes vagas com diferentes motivações de vinda; olhar as diferentes vontades de aculturação ou a diferença de necessidades de um imigrante que chegou há 2 anos face a um imigrante que chegou há 8 ou outro que chegou há 20. Olhar tudo isso, deixa absolutamente nítido à equipa ROI/C-Lab que, provavelmente, nunca se lidou com um target de investigação tão complexo.

Sente-se, acima de tudo, que este deve ser um trabalho a continuar – em sede de C-Lab ou, de forma autónoma, por cada uma das empresas que apoiaram este projecto desde o dia um e a quem, desde já, agradecemos.

A Saúde dos Portugueses, um BI em nome próprio, 2024

Três anos passados da primeira edição do estudo “A saúde dos portugueses – um BI em nome próprio”, a Return On Ideas volta a estudar a relação dos portugueses com a sua saúde. Depois de dois estudos fundamentais sobre a Saúde das Mulheres e o Impacto das Alterações Climáticas na saúde, este é o quarto estudo que desenvolvemos para a Médis, em concreto, para a sua plataforma de conhecimento Saúdes.pt, que vimos nascer e crescer com o nosso trabalho.
Com a promessa de ir alimentando uma série longa de avaliações sobre a saúde em Portugal, o estudo revisita os indicadores criados em 2021 – Qualidade dos Serviços de Saúde, Acesso à Saúde, Percepção de Literacia em Saúde, Auto-avaliação de Saúde e Potência Saúde –, assim como um exercício de segmentação feito no primeiro estudo.
Para além desse barómetro, a investigação aprofunda alguns temas sobre os quais importa reflectir por serem os que actualmente mais estarão a conter, ou mais poderão potenciar, a saúde dos cidadãos. A saúde mental, a fragilidade dos jovens, a relação com o trabalho, a insegurança financeira e os novos recursos digitais para gerir saúde são tendências que atravessam o tema da saúde e levantam questões que importa discutir em sociedade.
O estudo foi apresentado ao público pela Return On Ideas no dia 16 de Outubro de 2024, num evento marcado por importantes conversas e debates entre especialistas.
Para poder consultar este e os anteriores estudos desenvolvidos para a Médis, aceda a saudes.pt

‘Menopausa: como é vivida pelas mulheres em Portugal’

De novo, a Return On Ideas debruçou-se sobre o tema da saúde das mulheres. O estudo ‘Menopausa: como é vivida pelas mulheres em Portugal’, desenvolvido para a Wells, deixa conclusões preocupantes sobre a falta de preparação e de qualidade de vida a que muitas mulheres são votadas durante esta fase das suas vidas pelo profundo desconhecimento que existe sobre o tema.

Em 2024, a maioria das mulheres continua a fazer a transição entre o período fértil e não fértil da sua vida sem perceber verdadeiramente o processo. Por definição, nenhuma sabe o que a espera – a menopausa manifesta-se de forma singular e cada experiência é única. Este argumento seria válido, se não estivesse a servir para justificar gritantes omissões na informação e no apoio que lhes é prestado.

Estas e outras conclusões puderam ser debatidas na conferência ‘[Não] fica bem falar de menopausa’, da Wells, que decorreu durante a manhã de ontem, no Tivoli. À apresentação do estudo, seguiram-se ‘histórias na primeira pessoa’ e conversas entre diferentes especialistas.

Pelo nosso dever de cidadania, mas também como empresa onde trabalham mulheres, não podemos deixar de nos juntar a este grito: ‘é preciso falar de menopausa!’

O estudo é público e pode ser descarregado na íntegra a partir do link.




‘Riscos Climáticos e a Saúde dos Portugueses: Futuro(s) por imaginar e construir’

‘Riscos Climáticos e a Saúde dos Portugueses: Futuro(s) por imaginar e construir’ é o mais recente estudo da Return on Ideas. Desenvolvido, em conjunto com especialistas na área do ambiente, para a Médis, foi apresentado no passado dia 25 de Outubro, numa sessão divulgada pelo Expresso que pode ser revista na íntegra AQUI.

Além de explicar relações entre as mudanças climáticas e a saúde, uma reconhecida lacuna de conhecimento, o estudo esclarece sobre as percepções que os portugueses têm desses riscos, concluindo que, embora chegando facilmente às ameaças para a saúde, a grande maioria não as compreende na sua extensão e gravidade.

Porque a entrega de problemas sem caminhos de esperança não cabe no que gostamos de fazer, integramos no estudo exemplos de iniciativas que dão prova de espaço para a mitigação e adaptação às alterações climáticas. Nesta matéria, a acção não dispensa a sensibilização para os problemas; mas será inviável se o futuro não se revestir também de qualidades apetecíveis.

Esta convicção conduziu-nos a uma audácia: a de oferecer, com o estudo, um objecto artístico que levasse à reflexão sobre o futuro. O ensaio ‘O futuro do clima, o clima do futuro’, foi escrito por Gonçalo M. Tavares em resposta a essa nossa ambição. E desafia os nossos imaginários.

O estudo pode ser descarregado na íntegra AQUI

A Saúde das Mulheres: um potencial a alcançar

Mantendo o envolvimento com o projecto Saúdes – uma plataforma da Médis que visa conhecer, e dar a conhecer, a saúde a partir da própria experiência das pessoas – a Return On Ideas voltou a desenvolver uma investigação que olha a saúde dos portugueses, desta vez focada na Saúde das Mulheres.

A constatação de défices de saúde e bem-estar das mulheres face aos homens, ao mesmo tempo em que nelas se detecta uma tendência para maior vigilância da sua saúde, levou a um estudo onde se procuram perceber os motivos que explicam os défices e, sobretudo, detectar espaços de melhoria de bem-estar ao longo do ciclo de vida das mulheres.

O estudo prova que, entre outras razões, a inacção em relação ao bem-estar das mulheres se deve a uma excessiva normalização do seu mal-estar, desde logo, entre as próprias. Os temas da saúde reprodutiva e sexual ainda estão culturalmente agarrados a mitos e constrangimentos que levam a que as mulheres silenciem o seu mal-estar e o integrem como normal – porque assim foi historicamente. É aqui que, numa análise iminentemente sociológica, se encontra o potencial de melhoria da sua condição: se as próprias mulheres estiverem cientes do que as espera, se puderem actuar na prevenção, se conseguirem relacionar o mal-estar que sentem com as causas que estão na sua origem, podem ser mais consequentes.
O estudo aponta ainda algumas iniciativas em diferentes áreas de actuação que sugerem uma evolução na consciencialização e na actuação a favor da saúde da mulher. Essas iniciativas, bem como todos os dados e restantes conclusões do estudo, podem ser integralmente consultados neste documento

A Saúde dos Portugueses, um BI em nome próprio

A propósito do seu 25º aniversário, a Médis fez hoje público o estudo “A Saúde dos Portugueses, um BI em nome próprio’ que é a primeira pedra de um empreendimento maior: uma plataforma de conhecimento de nome ‘Saúdes’ que visa olhar e acompanhar a saúde dos portugueses a partir da sua experiência própria e não pela lente mais comum de médicos, especialistas e investigadores. Biografias de Saúde – muito para além de biologias – é o foco desta investigação cuja autoria é assumida pela Return on Ideas.

Que saúde têm ou acham que têm os portugueses?

Mais importante do que mapear a sociedade pela saúde que tem ou indica ter, pareceu-nos ser mapear uma sociedade em movimento para a saúde que ‘quer ter’. É essa crença na mobilização por vontade própria ou, por oposição, a entrega ao imobilismo, que figura como o ponto mais interessante de discussão numa óptica de futuro, da promoção (desejável) de uma sociedade de bem-estar.

Nesse prisma, criou-se um modelo de segmentação com sete grupos comportamentais distintos e um indicador ‘Potência Saúde’ que pretende sintetizar a força do movimento pró saúde dos portugueses. Estes e muitos outros dados, ideias, conclusões mas, também, questões que idealmente levarão a outras questões, podem ser integralmente acedidos aqui.

(Re)valorizar a água: colaboração com a Gulbenkian

Estamos conscientes do valor da água? Ou do custo de não a ter disponível? Como despertar os cidadãos para o risco de escassez?

Pela assinatura do nosso C-The Consumer Intelligence Lab, a Return on Ideas conduziu para a Gulbenkian o estudo “O uso da água em Portugal: olhar, compreender e actuar com os protagonistas chave”. O projecto corporiza mais uma aproximação da ROI a temas de cidadania, concretamente ao desenvolvimento sustentável.

A investigação, cujos resultados foram publicados este mês, teve como intenção capacitar o Programa de Desenvolvimento Sustentável da Gulbenkian no seu propósito de criar uma nova ‘Cultura da Água’ em Portugal.

Num cenário provável, segundo cientistas, do país se confrontar com a escassez de água já nas próximas duas décadas, foi necessário conduzir duas linhas de investigação: uma que incidiu nas práticas do sector que mais depende do recurso hidríco – a agricultura –, outra que pretendeu mapear as percepções do cidadão comum.

Entre conversas com diversos especialistas e o trabalho de campo, foram realizadas 52 entrevistas em mais de 100 horas de auscultação. O resultado foi uma estrutura metodológica que, mais do que um diagnóstico, procurou formular caminhos de actuação e identificar agentes aceleradores de mudança.

Dos factos às ideias, ambicionamos que o nosso trabalho ajude à necessária mobilização de um conjunto alargado de entidades – de organizações sectoriais à grande distribuição – para o que possa ser o seu papel impulsionador de novos paradigmas de valorização e uso de água.

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