Os portugueses e os seus afetos: será que nos entendemos?

Os afetos são uma vivência ampla, entre pessoas, que inclui sentimentos, emoções, disposições, gestos de cuidado, carinho ou proximidade.

É, por isso, um território subjetivo, onde a reflexão é rara, difícil e até desconfortável.
É sobre esse território que este estudo se debruça. Será que conseguimos dizer aos que nos são queridos o quanto o são?

Este estudo, promovido pela marca Mimosa, nasce da convicção de que melhorar a vida afetiva dos portugueses é um contributo para a qualidade da nossa saúde, individual e coletiva.

O estudo foi apresentado ao público pela Return On Ideas, a convite da Mimosa, no dia 21 de Novembro de 2025 e pode ser consultado online

IMIGRANTES EM PORTUGAL: Mais conhecimento, melhor inclusão, 2025

Da constatação da ausência  total  de  conhecimento  sobre  as  vidas  quotidianas  das  comunidades estrangeiras ou das suas percepções sobre a integração que os mercados de bens e serviços lhes ofereciam, nasceu este projecto “Imigrantes em Portugal – mais conhecimento, melhor inclusão”.  Nele, nesta publicação, na apresentação da semana passada no CCB, esboçamos um primeiro bilhete de identidade destes ‘eus consumidores’ – consumidores de casa, de espaço público, de saúde, de banca, de produtos e serviços do dia-a-dia.

Olhar a escala de imigração das diferentes origens geográficas, ocorrida em diferentes vagas com diferentes motivações de vinda; olhar as diferentes vontades de aculturação ou a diferença de necessidades de um imigrante que chegou há 2 anos face a um imigrante que chegou há 8 ou outro que chegou há 20. Olhar tudo isso, deixa absolutamente nítido à equipa ROI/C-Lab que, provavelmente, nunca se lidou com um target de investigação tão complexo.

Sente-se, acima de tudo, que este deve ser um trabalho a continuar – em sede de C-Lab ou, de forma autónoma, por cada uma das empresas que apoiaram este projecto desde o dia um e a quem, desde já, agradecemos.

A Saúde dos Portugueses, um BI em nome próprio, 2024

Três anos passados da primeira edição do estudo “A saúde dos portugueses – um BI em nome próprio”, a Return On Ideas volta a estudar a relação dos portugueses com a sua saúde. Depois de dois estudos fundamentais sobre a Saúde das Mulheres e o Impacto das Alterações Climáticas na saúde, este é o quarto estudo que desenvolvemos para a Médis, em concreto, para a sua plataforma de conhecimento Saúdes.pt, que vimos nascer e crescer com o nosso trabalho.
Com a promessa de ir alimentando uma série longa de avaliações sobre a saúde em Portugal, o estudo revisita os indicadores criados em 2021 – Qualidade dos Serviços de Saúde, Acesso à Saúde, Percepção de Literacia em Saúde, Auto-avaliação de Saúde e Potência Saúde –, assim como um exercício de segmentação feito no primeiro estudo.
Para além desse barómetro, a investigação aprofunda alguns temas sobre os quais importa reflectir por serem os que actualmente mais estarão a conter, ou mais poderão potenciar, a saúde dos cidadãos. A saúde mental, a fragilidade dos jovens, a relação com o trabalho, a insegurança financeira e os novos recursos digitais para gerir saúde são tendências que atravessam o tema da saúde e levantam questões que importa discutir em sociedade.
O estudo foi apresentado ao público pela Return On Ideas no dia 16 de Outubro de 2024, num evento marcado por importantes conversas e debates entre especialistas.
Para poder consultar este e os anteriores estudos desenvolvidos para a Médis, aceda a saudes.pt

‘Menopausa: como é vivida pelas mulheres em Portugal’

De novo, a Return On Ideas debruçou-se sobre o tema da saúde das mulheres. O estudo ‘Menopausa: como é vivida pelas mulheres em Portugal’, desenvolvido para a Wells, deixa conclusões preocupantes sobre a falta de preparação e de qualidade de vida a que muitas mulheres são votadas durante esta fase das suas vidas pelo profundo desconhecimento que existe sobre o tema.

Em 2024, a maioria das mulheres continua a fazer a transição entre o período fértil e não fértil da sua vida sem perceber verdadeiramente o processo. Por definição, nenhuma sabe o que a espera – a menopausa manifesta-se de forma singular e cada experiência é única. Este argumento seria válido, se não estivesse a servir para justificar gritantes omissões na informação e no apoio que lhes é prestado.

Estas e outras conclusões puderam ser debatidas na conferência ‘[Não] fica bem falar de menopausa’, da Wells, que decorreu durante a manhã de ontem, no Tivoli. À apresentação do estudo, seguiram-se ‘histórias na primeira pessoa’ e conversas entre diferentes especialistas.

Pelo nosso dever de cidadania, mas também como empresa onde trabalham mulheres, não podemos deixar de nos juntar a este grito: ‘é preciso falar de menopausa!’

O estudo é público e pode ser descarregado na íntegra a partir do link.




‘Riscos Climáticos e a Saúde dos Portugueses: Futuro(s) por imaginar e construir’

‘Riscos Climáticos e a Saúde dos Portugueses: Futuro(s) por imaginar e construir’ é o mais recente estudo da Return on Ideas. Desenvolvido, em conjunto com especialistas na área do ambiente, para a Médis, foi apresentado no passado dia 25 de Outubro, numa sessão divulgada pelo Expresso que pode ser revista na íntegra AQUI.

Além de explicar relações entre as mudanças climáticas e a saúde, uma reconhecida lacuna de conhecimento, o estudo esclarece sobre as percepções que os portugueses têm desses riscos, concluindo que, embora chegando facilmente às ameaças para a saúde, a grande maioria não as compreende na sua extensão e gravidade.

Porque a entrega de problemas sem caminhos de esperança não cabe no que gostamos de fazer, integramos no estudo exemplos de iniciativas que dão prova de espaço para a mitigação e adaptação às alterações climáticas. Nesta matéria, a acção não dispensa a sensibilização para os problemas; mas será inviável se o futuro não se revestir também de qualidades apetecíveis.

Esta convicção conduziu-nos a uma audácia: a de oferecer, com o estudo, um objecto artístico que levasse à reflexão sobre o futuro. O ensaio ‘O futuro do clima, o clima do futuro’, foi escrito por Gonçalo M. Tavares em resposta a essa nossa ambição. E desafia os nossos imaginários.

O estudo pode ser descarregado na íntegra AQUI

A Saúde das Mulheres: um potencial a alcançar

Mantendo o envolvimento com o projecto Saúdes – uma plataforma da Médis que visa conhecer, e dar a conhecer, a saúde a partir da própria experiência das pessoas – a Return On Ideas voltou a desenvolver uma investigação que olha a saúde dos portugueses, desta vez focada na Saúde das Mulheres.

A constatação de défices de saúde e bem-estar das mulheres face aos homens, ao mesmo tempo em que nelas se detecta uma tendência para maior vigilância da sua saúde, levou a um estudo onde se procuram perceber os motivos que explicam os défices e, sobretudo, detectar espaços de melhoria de bem-estar ao longo do ciclo de vida das mulheres.

O estudo prova que, entre outras razões, a inacção em relação ao bem-estar das mulheres se deve a uma excessiva normalização do seu mal-estar, desde logo, entre as próprias. Os temas da saúde reprodutiva e sexual ainda estão culturalmente agarrados a mitos e constrangimentos que levam a que as mulheres silenciem o seu mal-estar e o integrem como normal – porque assim foi historicamente. É aqui que, numa análise iminentemente sociológica, se encontra o potencial de melhoria da sua condição: se as próprias mulheres estiverem cientes do que as espera, se puderem actuar na prevenção, se conseguirem relacionar o mal-estar que sentem com as causas que estão na sua origem, podem ser mais consequentes.
O estudo aponta ainda algumas iniciativas em diferentes áreas de actuação que sugerem uma evolução na consciencialização e na actuação a favor da saúde da mulher. Essas iniciativas, bem como todos os dados e restantes conclusões do estudo, podem ser integralmente consultados neste documento

A Saúde dos Portugueses, um BI em nome próprio

A propósito do seu 25º aniversário, a Médis fez hoje público o estudo “A Saúde dos Portugueses, um BI em nome próprio’ que é a primeira pedra de um empreendimento maior: uma plataforma de conhecimento de nome ‘Saúdes’ que visa olhar e acompanhar a saúde dos portugueses a partir da sua experiência própria e não pela lente mais comum de médicos, especialistas e investigadores. Biografias de Saúde – muito para além de biologias – é o foco desta investigação cuja autoria é assumida pela Return on Ideas.

Que saúde têm ou acham que têm os portugueses?

Mais importante do que mapear a sociedade pela saúde que tem ou indica ter, pareceu-nos ser mapear uma sociedade em movimento para a saúde que ‘quer ter’. É essa crença na mobilização por vontade própria ou, por oposição, a entrega ao imobilismo, que figura como o ponto mais interessante de discussão numa óptica de futuro, da promoção (desejável) de uma sociedade de bem-estar.

Nesse prisma, criou-se um modelo de segmentação com sete grupos comportamentais distintos e um indicador ‘Potência Saúde’ que pretende sintetizar a força do movimento pró saúde dos portugueses. Estes e muitos outros dados, ideias, conclusões mas, também, questões que idealmente levarão a outras questões, podem ser integralmente acedidos aqui.

(Re)valorizar a água: colaboração com a Gulbenkian

Estamos conscientes do valor da água? Ou do custo de não a ter disponível? Como despertar os cidadãos para o risco de escassez?

Pela assinatura do nosso C-The Consumer Intelligence Lab, a Return on Ideas conduziu para a Gulbenkian o estudo “O uso da água em Portugal: olhar, compreender e actuar com os protagonistas chave”. O projecto corporiza mais uma aproximação da ROI a temas de cidadania, concretamente ao desenvolvimento sustentável.

A investigação, cujos resultados foram publicados este mês, teve como intenção capacitar o Programa de Desenvolvimento Sustentável da Gulbenkian no seu propósito de criar uma nova ‘Cultura da Água’ em Portugal.

Num cenário provável, segundo cientistas, do país se confrontar com a escassez de água já nas próximas duas décadas, foi necessário conduzir duas linhas de investigação: uma que incidiu nas práticas do sector que mais depende do recurso hidríco – a agricultura –, outra que pretendeu mapear as percepções do cidadão comum.

Entre conversas com diversos especialistas e o trabalho de campo, foram realizadas 52 entrevistas em mais de 100 horas de auscultação. O resultado foi uma estrutura metodológica que, mais do que um diagnóstico, procurou formular caminhos de actuação e identificar agentes aceleradores de mudança.

Dos factos às ideias, ambicionamos que o nosso trabalho ajude à necessária mobilização de um conjunto alargado de entidades – de organizações sectoriais à grande distribuição – para o que possa ser o seu papel impulsionador de novos paradigmas de valorização e uso de água.

Uma década de C-Lab, devidamente celebrada

O nosso C-Lab faz 10 anos neste 2019!

O número redondo sugeria comemoração, mas a nossa alegria por esta caminhada exigia festa.

Assim, dia 24 de Setembro chamámos todos à Gulbenkian, pusemos a música a tocar e brindámos ao passado com o ‘futuro sempre a chegar’ que a investigação de tendências traz à discussão desde há 10 anos para cá e que é a nossa razão de ser.

Este projecto leva uma vida cheia e foi a ela que brindámos. A uma infinitude de ideias que se debateram, de palavras que se fixaram como nossas, de consumidores comuns cujas histórias ficaram gravadas na nossa memória, de clientes que entusiasticamente nos leram, ouviram, opinaram, de lugares que fizemos nossos.

Ainda que esse olhar para o passado não deixe de ser preciso e deva ser celebrado, é o olhar sobre o futuro que nos ocupa e nos inquieta. Por isso a 10ª edição de Tendências foi o momento certo para o C se celebrar.

Sublinhámos neste dia o encontro com um consumidor mais consciente, mais reflexivo, que quer ir mais além. Um indivíduo que cada vez desafia mais os seus limites. Sublinhámos que, numa vida de consumo feita sempre de uma sequência interminável de ‘novos começos’, se evidencia claramente em 2019 a ideia de que cada vez mais portugueses desejam um novo começo. Não que o Neo-materialismo (tendência primeira do paper) subentenda o caminho de todos para uma frugalidade feliz, mas aponta definitivamente para uma equação de sedução com novos contrapesos e indispensáveis correcções. É sobre eles que as 7 tendências apresentadas, se debruçam:

  • Neo-materialismo
  • Ida ao Limite
  • Império dos Sentidos
  • Alquimia das Escolhas
  • Fidelidade [não?] Correspondida
  • Re-Gramaticar os Euros
  • Os mais Velhos, Nova Fronteira da Inclusão

Um grande bem-haja a todos os clientes que acompanharam o projecto estes 10 anos!

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